Clint e Oliveira: tão longe e tão perto
Clint e Oliveira: tão longe e tão perto (ou por uma aposta radical em certo tipo de anacronismo) Estou buscando escrever sobre cada filme que vi nesta minha estada em Aracaju. De alguma forma, esse gesto me aproxima do início de minha cinefilia, quando abri este blog: um desejo de que a escrita funcione, de certa forma, como um diário em que compartilho para o público leitor (haverá ele? Quem será?) minhas impressões sobre o filme, mas sobretudo para mim mesmo. A escrita como um gesto de autoconhecimento — não apenas sobre a obra em si, mas sobretudo sobre mim mesmo. Nesta semana, no Cineclube Solberg, diante de uma plateia corajosa de doze pessoas, vimos Um Filme Falado , de Manoel de Oliveira. É um filme que eu havia visto uma única vez, em junho de 2005, e, para minha surpresa, não só me lembrava muito bem da maior parte dos planos, como a revisão alterou muito pouco a percepção que tive inicialmente, mesmo após esses mais de 20 anos de dis...