BETTY BLUE
Betty Blue de Jean-Jacques Beineix Ontem, atendendo ao convite de Wesley Pereira de Castro, um grupo de amigos cinéfilos reuniu-se no afetivo Cinema do Centro em Aracaju para revisitar Betty Blue . O filme de Jean-Jacques Beineix reestreia nos cinemas décadas após seu lançamento original, trazendo consigo uma provocação central: quarenta anos depois, o que desta obra deve ser recuperado como lição para o domesticado cinema de hoje e o que se tornou anacrônico, devendo ser evitado ou condenado? Eu já conhecia a fama do filme muito por sua aura de escândalo, especialmente pelas cenas de sexo. De fato, o primeiro plano apresenta o casal em um longo travelling, em uma posição quase explícita. No entanto, fora essa abertura - que recorda, a grosso modo, o início de Coisas Secretas , de Brisseau -, há pouco que justifique tamanha polêmica. O sexo está longe de ser o tema central; ele é, antes, uma isca ou mero ponto de partida da narrativa. O filme é bastante centrado no roma...