A PAIXÃO SEGUNDO GHB
[COBERTURA DO 15o. OLHAR DE CINEMA 2026] A PAIXÃO SEGUNDO GHB de Gustavo Vinagre Pelo título, e pela trajetória provocativa do seu realizador, imaginei que esse novo filme de Vinagre fosse uma espécie de “lado B” de A paixão segundo GH , o filme neoclássico de Luiz Fernando Carvalho. Mas, na verdade, se há Clarice nesse filme, ela me parece estar muito mais nas bordas, quase como um totem-espantalho lá no fundo, apenas esperando para ser superado. Mas eu queria começar esse texto justamente pela letra B. O tal “lado B” podemos ler como uma espécie de filme B . Vinagre é uma espécie de Fassbinder do cinema de garagem brasileiro. É impressionante como ele consegue empurrar sua filmografia para frente num ritmo avassalador com as ferramentas que possui: um cinema possível. Assim como Lembro mais dos corvos foi realizado praticamente numa única madrugada num quarto com a Julia Katharine, essa Paixão prossegue a lógica dos filmes-de-apartamento. É um contexto de produção possível, u...